A 8ª edição do Festival Quebramar começou a ganhar novos espaços e, principalmente, novos públicos.
Com patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura — Lei Rouanet, e realização do Ministério da Cultura, a primeira etapa do Festival teve início nesta quarta-feira, 2 de setembro, em Macapá, com o Quebramar na Escola.
A proposta é levar cultura para dentro das escolas e mostrar aos estudantes que suas histórias, experiências e territórios também podem se transformar em música, livros, imagens e outras formas de expressão.
Na primeira parada do circuito, o que chamou atenção foi a receptividade dos alunos. Na Escola Municipal Esforço Popular, a manhã foi marcada por contação de histórias e música com Laura do Marabaixo. Entre histórias, canções e conversas, os estudantes participaram das atividades e tiveram contato com uma experiência diferente da rotina escolar.
Para a diretora da escola, Vera Favacho, a presença do projeto contribuiu para aproximar os alunos da cultura de uma maneira leve e participativa.
“Foi muito bonito ver a alegria e o envolvimento dos nossos alunos. Eles participaram, interagiram e receberam muito bem a proposta. É uma experiência que sai da rotina da sala de aula e permite que eles tenham contato com a arte, com histórias e com outras possibilidades de aprendizagem”, destacou.
À tarde, o Quebramar chegou à Escola Estadual Professora Raimunda dos Passos Santos, onde os estudantes participaram de uma oficina de Midiativismo, conduzida por Bell Brandão e Gabriel Guimarães. A atividade estimulou os jovens a observar o cotidiano, refletir sobre suas realidades e pensar em maneiras de contar suas próprias histórias utilizando ferramentas de comunicação.
Segundo Bell Brandão, a resposta dos alunos foi um dos pontos altos da atividade.
“Eles foram muito receptivos e curiosos. A gente percebeu que havia interesse em falar sobre o que acontece no lugar onde vivem, sobre suas experiências e sobre aquilo que muitas vezes não aparece nos meios de comunicação. Eu e o Gabriel fomos construindo a oficina junto com eles, ouvindo, provocando e mostrando que eles também podem produzir conteúdo e contar suas próprias histórias.”
Durante a tarde, também teve oficina de Livro Artesanal e Roda de Conversa com a escritora Pat Andrade, além de apresentação musical de Bell Brandão. A programação criou momentos de troca em que os estudantes puderam experimentar diferentes linguagens e perceber que uma memória, uma vivência ou uma situação do cotidiano pode ganhar outras formas quando é transformada em narrativa.
Para a produtora executiva do Festival Quebramar, Aldine Moura, o encontro com os estudantes é parte essencial da proposta desta edição.
“Quando a gente entra em uma escola, não leva apenas uma programação. A gente leva possibilidades. Queremos que esses estudantes se reconheçam como pessoas capazes de criar, contar, registrar e compartilhar suas próprias histórias”.
Depois de Macapá, o Quebramar na Escola segue viagem pelo estado. A programação passa por Santana, no dia 9 de setembro; Mazagão, em 15 de setembro; e Oiapoque, em 23 de setembro, levando Contação de Histórias, Música, Livro Artesanal, Roda de Conversa e Midiativismo a estudantes de diferentes comunidades.
Um festival que começa dentro da escola
Com o tema “Integrando as Guianas”, o Festival Quebramar retorna em sua 8ª edição propondo encontros entre artistas, territórios e públicos. Antes de chegar à programação principal, o festival aposta na formação e na aproximação com as novas gerações.
Depois do Quebramar na Escola, a programação segue com a Batalha de Bandas, que recebe inscrições de 20 de setembro a 5 de outubro, e a Maré Lançante, no dia 26 de setembro, no Parque Residência. A programação principal será realizada de 27 de outubro a 1º de novembro, em Macapá.
